Não tínhamos nada marcado para a manhã seguinte, o que foi ótimo porque podemos descansar até mais tarde, o nosso tour estava marcado para às 16hs, ou seja, nada de pressa.. Perdemos o café e fomos comer no Salon de Te, onde pedimos um menu fechado de café da manhã, um com omelete e um com panquecas de doce de leite, gastamos em torno de 6 dólares por pessoa e comemos bem. O passeio do dia seria ao tão famoso “Vale de la Luna”, uma região castigada pelos ventos durante muitos anos, cheia de recortes, sombras e vales.
Antes de chegarmos a Lua, passamos pelo Vale de la Muerte, um gigante vale avermelhado que no passado era chamado de Vale de Marte, devido a semelhança entre seu solo e recorte, porém com o tempo e a ausência de vida no local, o nome passou a ser de Vale de la Muerte…Pra mim qualquer um dos dois nomes faz sentido dado as características do lugar. Depois do Vale de La Muerte seguimos para o parque onde se encontra o Vale de la Luna, muitas pessoas fazem esse passeio de bicicleta, paga-se algo como 2.500 pesos para entrar no parque e ele se estende por vários kilometros, nossa guia Carla está no Atacama faz exatamente um ano e segundo ela, esse é o tour que ela mais gosta. A primeira parada foi em uma região que lembra um cânion, não muito alto com cerca de 8/10 metros de altura onde percorremos seu interior por meia hora, com suas paredes em vermelho/marrom é possível ver pedaços de quartzo também e pequenos cristais, nesse trecho nossa guia comentou sobre a possível farsa por trás da ida ao homem a lua em 1969 e que eles possivelmente teriam gravado as imagens ali, naquela região, verdade ou mentira com as características daquela região eu acreditaria nisso facilmente, até porque existe uma grande conspiração na internet que crê que isso seja verdade. Seguimos para a região dentro do parque aonde chegamos ao lugar que eles chamam de “As três Marias”, bonito porém achei meio sem graça, são 3 pedras com 3 metros de altura que sofreram a ação do vento e acabaram ganhando alguns formatos estranhos, e cada um enxerga o que quer apesar da guia dar umas dicas..
O melhor ainda estava por vir, o pôr do sol na “Grande Duna”, uma gigante duna com cerca de 100 metros de altura separando dois grandes vales proporcionando um pôr-do-sol magnífico, sendo de um lado o sol se pondo entre montanhas pitorescas e no outro a luz avermelhada do sol criando sombras e luzes nos cânion recortados do Vale de la luna, incrível! O dia estava um pouco nublado e isso garantiu um festival de cores no céu conforme o sol ia se pondo, dezenas de fotos depois tivemos que partir, alias esse é o lado ruim dos tours, eles partem uma meia hora antes do sol se por totalmente, perdendo aquele momento de luzes e cores magníficos que se formam nos minutos finais, ou seja, uma boa pedida é ir de bicicleta (não esquecer lanternas, e respeitar o horário limite de fechamento do parque que é as 21h) ou alugar um carro e fazer o passeio por conta própria, garantindo assim o pôr do sol completo e a certeza de ótimas fotos. Chegamos na rua principal por volta das 20h e aproveitamos para fotografar a paisagem, olhando das ruelas do vilarejo, com o céu colorido dando vida as fotos.