Estamos em Berlim e aqui, grafites e pichações fazem não só parte da paisagem da cidade como estão intrinsecamente ligados à sua história e à sua forma de vida. Parece ser a mais instintiva (no sentido da intensidade) forma de manifestação e expressão.
Esta cidade que tanta história tem para contar preferiu não sucumbir simplesmente à renovação urbana, pelo contrário, mantém as feridas passadas e atuais à mostra num movimento de resistência constante.
Uma das maiores concentrações de grafite por m² pode ser visto no Tacheles. O prédio em ruínas já foi centro comercial na década de 20, escritório do partido nazista e condenado a demolição em conseqüência dos ataques sofridos na 2ª Guerra, mas após queda do muro foi invadido por artistas, tornando-se foco de criações e filosofias de vida alternativos.
Hoje é um centro cultural com endereço de vários artistas e eventos, mas já não considerado criadouro de novos artistas e pensadores, que foram em direção ao outros bairros menos centrais do antigo leste.